A notícia veio a público este fim-de-semana e surpreendeu-nos a todos: Timor anunciou o seu interesse em comprar dívida portuguesa através do seu fundo petrolífero.
Quando todos nós pensávamos que Timor não tinha meios financeiros para resolver os seus problemas internos mais básicos e imediatos, como a habitação, as estradas, o ensino ou a criação de emprego, mas eis a grande surpresa.
Está presente na mente de todos nós a grande simpatia e admiração que o Povo de Timor e os seus dirigentes granjearam em todo o mundo, reconhecendo o seu sofrimento e apoiando a sua luta.
Pois bem, passados que foram os terríveis anos da guerra de ocupação e conseguida a libertação, nada seria mais justo do que, numa primeira oportunidade, dar uma melhor vida àquele Povo que foi tão martirizado.
Porém, a opção parece não ter sido a de construir casas ou estradas, mas antes investir na dívida portuguesa.
Reconhecimento pelo apoio de Portugal na fase tão difícil que foi a reconstrução inicial de Timor, quase sem infraestruturas, quase sem Estado?
Se foi por isso, faço um esforço para compreender. Se não foi, terei de fazer um grande esforço para justificar que não seja dada prioridade à resolução dos problemas internos daquele (ainda) jovem País.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
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