São tudo más notícias que nos chegam diariamente. Depois da garantia por parte do governo do não aumento dos impostos, afinal parece que não é bem assim, pois vamos pagar mais IRS.
Como se não bastasse, confrontamo-nos hoje, 4ª feira, com a notícia de mais um aumento dos combustíveis para níveis máximos, só comparáveis quando o barril de brent rodou os €145,00 (não obstante o barril estar neste momento a pouco mais de metade). Não se poderá invocar a perde do euro em relação ao dólar, dado que a oscilação não é significativa, direi até que tem sido favorável à nossa moeda.
Mas as más notícias não ficam por aqui: lê-se na imprensa diária que há gestores a ganhar num dia aquilo que a maioria dos portugueses não ganham num mês.
Direi mesmo que os titulares de cargos políticos (incluindo o presidente da Republica ou o primeiro-ministro) ficam inferiorizados com tamanha desproporção salarial, direi mesmo que os salários auferidos por estes gestores suscitam-me dúvidas quanto ao seu enquadramento legal, para não falar quanto à sua moralidade, num país em que muita gente passa fome e muitas privações, que não tem dinheiro para comprar os mínimos para manter a sua dignidade e da sua família, para não esquecer a quantidade de jovens licenciados e sem futuro à vista, não esquecendo a imoralidade dos recibos verdes e muitos casos de jovens que estão a trabalhar através de empresas de trabalho temporário, precisamente nas empresas onde estão estes mesmos gestores de sucesso e pagos a peso de ouro.
Algo está mal e terá de haver coragem para inverter estas situações, agora que são conhecidas.
Se o país está mal, deverá haver compreensão e solidariedade e não a situação agora descoberta em que uns comem tudo e outros passam todas as privações e misérias.
quarta-feira, 17 de março de 2010
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